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Litíase da Vesícula Biliar

Litíase da Vesícula Biliar

 

A Litíase da Vesícula Biliar consiste na presença de cálculos (ou “pedras”) na vesícula, um pequeno órgão localizado sob o fígado que armazena a bílis. Após as refeições, a vesícula contrai-se e envia a bílis para o intestino delgado, ajudando na digestão das gorduras.

Trata-se de uma condição frequente: cerca de 10% da população europeia apresenta litíase biliar, sendo mais comum nas mulheres e aumentando com a idade.

Sintomas
A maioria dos doentes (cerca de 80%) é assintomática. Quando presentes, os sintomas incluem:

  • Dor ou cólica na região superior direita do abdómen, que pode irradiar para costas, peito ou lado esquerdo;
  • Dores súbitas que duram minutos ou horas, por vezes à noite;
  • Enjoos, vómitos, suores e palidez associados à dor.

A formação de cálculos ocorre devido a um desequilíbrio nos componentes da bílis, principalmente colesterol e pigmentos biliares, ou a um esvaziamento incompleto da vesícula.

Fatores de risco incluem:

  • Obesidade;
  • Dieta rica em gorduras animais e pobre em vegetais e frutas;
  • Ausência de exercício físico;
  • Perda rápida de peso;
  • Longos períodos de jejum;
  • Uso de hormonas ou contracetivos;
  • Idade avançada, género feminino, antecedentes familiares, diabetes, gravidez, anemias hemolíticas e cirrose.

O exame mais indicado é a ecografia abdominal, podendo ser complementado por TAC abdominal. Muitos casos são descobertos incidentalmente durante exames realizados por outras razões.

O tratamento da litíase da vesícula biliar depende da presença de sintomas e do risco de complicações. Nos doentes assintomáticos, apenas 15 a 25% desenvolverão sintomas ou complicações nos 10 a 15 anos seguintes, pelo que o tratamento nem sempre é necessário. Já nos doentes sintomáticos ou com risco elevado, a cirurgia para remoção da vesícula, denominada colecistectomia, constitui o tratamento de eleição, sendo preferível a via laparoscópica, por ser menos invasiva e permitir uma recuperação mais rápida. Outras opções terapêuticas, raramente utilizadas, incluem a dissolução medicamentosa dos cálculos ou a fragmentação por ondas de choque (litotrícia), enquanto cálculos localizados nas vias biliares podem necessitar de intervenção endoscópica (CPRE).

A prevenção da litíase biliar baseia-se na correção dos fatores de risco, incluindo a manutenção de um peso corporal saudável, a adoção de uma dieta equilibrada, rica em vegetais e frutas e baixa em gorduras animais, a prática regular de exercício físico, bem como a utilização cautelosa de hormonas e contracetivos.

 

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